sábado, 1 de agosto de 2009

Passeio no Laranjal-Pelotas RS

Usuários e equipe de profissionais do CAPS passeiam no Laranjal( Pelotas RS), a alegria do pessoal está estampada nos rostos felizes!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Volta às aulas

Pais cobram preparo de profissionais, estrutura física adequada, materiais e apoio de escola especial para permitir a inclusão em escola regular

O início do ano letivo nas escolas da rede municipal de São Paulo deve contar com um número maior de crianças deficientes nas salas de aula, graças a ações de incentivo do governo em prol da inclusão. Contudo, pais de crianças deficientes vivem o dilema da falta de preparo dos profissionais, de materiais, de equipamentos e de estrutura física das escolas regulares e temem, sobretudo, o abandono e a regressão no desenvolvimento pela falta de compromisso com as necessidades individuais de cada criança.
Sabe-se que o país tem mais de 24,5 milhões de deficientes, dos quais 11,6% são crianças e jovens entre zero e 17 anos. Do total da população com deficiência em idade escolar, apenas 24,6% estão matriculados em classes regulares e especiais, segundo um estudo do MEC/Inep. Para melhorar estes números, e sob o argumento de favorecer a inclusão, órgãos ligados à educação têm tomado medidas que buscam forçar as famílias a matricularem suas crianças deficientes nas escolas da rede pública.
No plano municipal, a atual política de inclusão educacional da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo determina que toda criança com deficiência deva se cadastrar junto ao CEFAI - Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão, sob pena de as instituições de educação especial, conveniadas com a secretaria, e que atendem suas necessidades pedagógicas e terapêuticas específicas, deixar de receber o repasse de verba da prefeitura.
Na avaliação dos pais, mais crianças deficientes na escola regular não é garantia da inclusão educacional e social. Falta de estrutura física e de salas adaptadas, despreparo do professor, currículo não adequado às condições da criança, ausência de cuidador, de materiais pedagógicos adequados e de monitoramento são algumas das carências que a escola regular enfrenta para educar a criança deficiente e que têm assombrado os pais desde que o cadastro lhes foi imposto, a partir de 2007.
"Como a escola não tem profissionais, não tem sala adaptada, rampa de acesso e gente preparada, eu tenho de ficar junto com meu filho. Pergunto se é justo o governo transferir esta responsabilidade para as mães?", questiona Simone Silva de Souza, mãe de João José (7) que tem problema motor e deficiência auditiva.
Há ainda casos em que a inscrição no CEFAI não dá garantia de vaga em escola regular, nem contempla o direito à freqüência diária às aulas, assim como os demais alunos têm.
Enquanto na escola especial o aluno freqüenta três vezes por semana, com um repasse de verba da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo de R$ 180 por aluno, um projeto do governo prevê destinar à escola regular o equivalente ao dobro do recebido pela escola especial. A proposta, que deverá ser implantada já a partir de 2010, ainda precisa ser aprovada.
Na prática, a inscrição de cada criança deficiente deve ser acompanhada de um laudo de saúde apenas. Sem considerar as necessidades individuais de cada criança e o que deve ser providenciado para a escola regular se comunicar com ela, a proposta de inclusão corre o risco de ser uma armadilha, avalia a diretora da ADefAV-CRIFES e também consultora do Programa Hilton Perkins para a América Latina, Maria Aparecida Cormedi. "Cada criança tem uma necessidade especial que requer atendimento personalizado, e o laudo educacional feito pela educação especial poderia contribuir neste processo", defende Cormedi.
Assim como a especialista, outras mães estão indignadas com a situação que a lei lhes têm imposto. "Se a lei obriga a criança a ir para a escola, acreditamos que é dever do Estado oferecer as condições ideais para que isto aconteça", defende Emedice Maria Ferreira da Silva, mãe de Airton Sena (7), que tem deficiência auditiva e visual e freqüenta a ADefAV-CRIFES desde os 2 anos.
Este tipo de situação decorre, ao ver da família, do caráter genérico da lei de inclusão, que não leva em consideração os tipos de deficiência. "Uma criança cega e com deficiência múltipla não tem as mesmas necessidades de um deficiente físico. A lei não contempla medidas para serem aplicadas de acordo com o grau de deficiência de cada pessoa. Para ser eficiente ela deveria passar por ajustes", defende Júlio César Kushida, pai de Júnior (8) que tem séria deficiência múltipla.
Solução
Em decorrência das novas regras, a AdefAV-CRIFES, instituição especializada no atendimento a crianças surdocegos e deficientes múltiplos, desde outubro já sofre com a redução de 80% da verba repassada pelo governo. Não só porque muitos pais deixaram de fazer a matrícula de seus filhos na escola regular, como em função da mudança de critério do órgão municipal de educação, que excluiu de seu orçamento o repasse à entidade pelo atendimento de crianças abaixo de 3 anos e acima de 14.
A valorização da escola especial e dos Centros de Recursos pela regular pode ser a chave do sucesso no processo de inclusão da criança deficiente, defende Cormedi. "A ADefAV/Crifes pode treinar profissionais da escola regular e dar orientações sobre o plano educativo desta criança, através da renovação de convênios e enviando profissionais especializados para apoio, enquanto entidade especializada na capacitação e formação de profissionais para o atendimento do aluno surdocego e com deficiência múltipla", afirma.
Na opinião de pais e especialistas, enquanto não for implantada uma avaliação individual das condições de aprendizagem, estágio de evolução e dificuldades da criança será impossível fazer a inclusão responsável do deficiente. "O aluno tem de ser tratado como igual, mas suas necessidades são diferentes. Só quando as políticas públicas priorizarem a qualidade em detrimento dos números é que poderemos falar de sucesso da inclusão educacional no Brasil", finaliza Cormedi.
Sobre a ADefAV-CRIFESA
ADefAV-CRIFES - Centro de Recursos para a Inclusão na Família, Escola e Sociedade é uma organização filantrópica reconhecida no terceiro setor pelo trabalho que desenvolve em prol da inclusão na família, escola e sociedade de crianças, jovens e adultos com surdocegueira e deficiência múltipla. Fundada em 1983 e situada em São Paulo (SP), a ADefAV-CRIFES também é reconhecida pelas consultorias e cursos de capacitação pedagógicos e terapêuticos que desenvolve para profissionais e comunidades brasileiras e latino-americanas, com o apoio técnico do Programa Hilton/Perkins para a América Latina, da Perkins School for the Blind (EUA). www.adefav.org.br

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

EQUITAÇÃO


ClaudioClaudio treina na Hípica, em São Paulo




Atleta com síndrome de down, conquista o 10º posto na Regional Metropolitana de Equitação Fundamental
Reportagem: Redaçao Sentidos

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Claudio Aleoni Arruda, atleta com síndrome de Down, conquista o 10º posto na Regional Metropolitana de Equitação Fundamental. Apaixonado por cavalos, aprendeu a cavalgar com o pai aos 5 anos de idade. De lá para cá nunca mais parou. Ainda criança ganhou uma égua de presente, a Borboleta, sua "professora", com a qual ele superou metas, medos e desafios. Depois ganhou outra égua, uma manga-larga marchadorHamamélis.
Com essa, Cláudio desenvolveu habilidades inusitadas e inesperadas. Aos 15 anos, ele entrou para a Escola de Equitação da Sociedade Hípica Paulista, iniciando uma nova etapa e disciplina, pois enfrentaria novos desafios. Aprender a montar e a saltar. Foram meses de muito trabalho e garra, para Cláudio adquirir postura, equilíbrio, e domínio, haja vista que cavalgar e tocar gado são etapas muito diferentes de montar e saltar. Com muita dedicação e vontade de vencer, todo seu esforço valeu a pena. Primeiro foram as provas de salto, iniciando pelo plano, depois as de 20 cm , e em seguida as de 40 cm. Nessa última, Cláudio foi campeão do ranking interno, na categoria sênior, em 2004. A partir daí começou uma nova etapa: a saltar os 60 cm. Nessa prova, ele obteve várias colocações e premiações. Hoje, aos 23 anos, ele é campeão no hipismo.Claudio treina três vezes por semana, durante uma hora As provas acontecem todos os meses na Hípica e somam pontos para o ranking final. O objetivo é cumprir um percurso de 8 a 10 obstáculos, no qual o reconhecimento da pista é feito a pé, em um tempo desconhecido (tempo ideal que é calculado pelos dirigentes, num percurso determinado por eles e divulgado apenas no final das provas). Vence quem não comete faltas durante o percurso e completa a prova no tempo ideal.
Muito atencioso e bem humorado, o jovem faz amizades com facilidade e concorre de igual para igual com seus companheiros. "Neste momento, posso afirmar que ele é incluído na Escola de Equitação sem diferenças ou privilégios", conta a mãe Lisabeth Aleoni Arruda. O preconceito Cláudio tira de letra. "Ele aprendeu a demonstrar que pode SER, mesmo sendo Down, e é muito respeitado, pois se faz respeitar. Sou mãe da geração estimulação precoce e de muitas batalhas para chegar aonde chegamos. Sinto-me honrada por poder mostrar para sociedade que basta acreditar, praticando a inclusão e dando oportunidades para que ela possa de fato acontecer.
"Claudio e sua mãe têm mais motivos para comemoração. É que o jovem cavaleiro completou dois anos de trabalho, em outubro de 2008. Contratado com registro na carteira de trabalho pelo restaurante Applebee's, na unidade do Shopping Morumbi, em São Paulo, trabalha na função de assistente de serviços gerais. Ele mantém uma rotina semelhante aos milhões de trabalhadores brasileiros: acorda cedo para ir ao trabalho e só volta para casa no final do dia. "Eu ralo muito, todo dia, ajudo todas as pessoas da equipe.
"O envolvimento de Cláudio com o hipismo está além da pratica esportiva. "Meu plano é trabalhar com a equoterapia e ajudar crianças com deficiência", diz o atleta.
Se depender de dedicação e experiência com certeza Cláudio realizará o seu objetivo. Antes do restaurante Applebee's ele já trabalhou na loja Golden Horse e nas Paraolimpíadas desportivas, organizadas pela Equoterapia da Sociedade Hípica Paulista. O evento acontece anualmente e além de participar das provas, juntamente com outros atletas com deficiência, Cláudio sempre é convidado para trabalhar como staff - dando apoio às pessoas com necessidades especiais, levando cadeira de rodas, cavalos e acessórios para montaria.
Claudio está saltando 0.80m no ranking da Hípica Paulista e nas provas da Fundamental da FPH. Em 2009, a expectativa é se aperfeiçoar cada vez mais. "Ele ficará na série preliminar para tornar-se mais seguro e firme", diz a mãe.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Oficina de expressão corporal


Nas oficinas de expressão corporal tem dança, teatro e canto. Através da música os usuários deixam extravassar todas as suas emoções. Dançam todos os estílos, fazem apresentações quando convidados, nos eventos da cidade e fora da cidade . Com estas atividades muitos dos particpantes superam limites, sentem-se realmente parte integarnte da comunidade santanense.

Trabalhos realizados


Os trabalhos manuais são realizados pelos usuários durantes as oficinas, temos oficinas de jornal, fuxicos, garrafas pet, filtros de café, bolsas bordados, etc... Cada um desenvolve a atividade que mais gosta, dentro de suas habilitaçãoes ou limitações.

Muitos no decorrer do processo demonstram avanços, superando suas limitações, cada fez que isto acontece a equipe toda fica feliz com a conquista.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Educação Inclusiva

Cresce o número de estudantes com deficiências matriculados em classes regulares. Índice de alunos com problemas físicos e mentais nas classes comuns saltou de 46,8% em 2007 para 54% em 2008.
Jane Rochajrocha@jornalcoletivo.com.br

As matrículas da educação especial nas classes comuns do ensino regular cresceram significativamente. O índice, registrado pelo Censo Escolar da Educação Básica de 2008, passou de 46,8% do total de alunos com deficiências matriculados em 2007 para 54% no ano passado. Atualmente as classes comuns possuem 375.772 estudantes com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
Esse crescimento só foi possível porque o Ministério da Educação (MEC) implantou programas educacionais como o Educação Inclusiva: Direito à Diversidade. O objetivo do programa é estimular a formação de gestores e educadores para a criação de sistemas educacionais especiais que permitam a inclusão de alunos com deficiência.
“O avanço no censo é reflexo de investimentos nas escolas públicas e na educação inclusiva feitos desde 2003”, conta a coordenadora geral de articulação da política de inclusão no sistema de ensino, Martinha Clarete.
Além da elaboração do projeto, o MEC ofereceu também apoio técnico e financeiro para permitir o desenvolvimento de programas de implantação de salas de recursos multifuncionais, adequação de prédios escolares para a acessibilidade, formação continuada de professores da educação especial e do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) nas escolas.
“O acesso é importante, mas disponibilizar recursos didáticos, pedagógicos e de acessibilidade é um compromisso do MEC com os sistemas de ensino”, acredita Martinha Clarete. “Nosso objetivo é possibilitar melhores condições de participação e aprendizagem para todos”, completa a coordenadora, reforçando que todas as iniciativas estão previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).
Em 2008 foi lançada e aprovada, por meio de emenda constitucional, a política nacional de educação especial com perspectivas da educação inclusiva. Segundo a convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), devem ser assegurados sistemas educacionais inclusivos em todos os níveis com atendimento educacional especializado no país. “A educação inclusiva no Brasil é resultado de um trabalho persistente e coletivo em conjunto com gestores, educadores, pesquisadores, pais e militantes dos movimentos sociais de defesa dos direitos das pessoas com deficiência”, afirma Martinha Clarete. “Os gestores públicos podem solicitar, por meio do PDE, os recursos para profissionalizar o quadro de professores”, adianta a coordenadora.
Livro digital acessívelAs ações para inclusão desses alunos não param por aí. Além da qualificação dos professores, os espaços físicos das escolas também foram adaptados com recursos multifuncionais, como salas de jogos, softwares para alunos com paralisia cerebral, computadores com voz, impressoras em braile e móveis especiais.
“O material didático adaptado é acessível e possibilita a inclusão completa”, reforça a coordenadora Martinha Clarete.
Outro programa que o MEC está implementando é o livro digital acessível. O projeto foi desenvolvido pela Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ) e financiado pelo MEC. “O livro digital será um marco na produção editorial do Brasil”, comemora Martinha Clarete. “Todos os livros didáticos distribuídos pelo MEC serão produzidos neste formato”, acrescenta.
No ano passado, 1.750 laptops com sintetizador de voz foram distribuídos para cegos que cursam o ensino médio e são cadastrados no censo. “A intenção do governo é continuar avançando para permitir que mais estudantes com deficiências em classes comuns sejam inseridos na educação especial”, completa Martinha Clarete.

http://www.jornaldacomunidade.com.br/?idpaginas=15&idmaterias=393958

Projeto virtual Igualdade na Diferença






Ajuda ao professor

Projeto virtual Igualdade na Diferença, da editora Scipione trata do processo de educação inclusiva e disponibiliza ferramentas que auxiliam o trabalho do professor

Reportagem: Luciana Oliveira - Linhas&Laudas Comunicação
Inserida em: 21/8/2006

A Educação Inclusiva é atualmente um dos maiores desafios do sistema educacional. Além de integrar os alunos com necessidades especiais no cotidiano escolar, o processo exige a transformação da rede regular de ensino. E isso requer um professor participativo e bem informado.

Diante da carência de fóruns de discussão sobre o tema, a editora Scipione acaba de lançar o projeto virtual igualdade na Diferença, desenvolvido por Lô Galasso, cientista social e doutora em Saúde Pública, em parceria com outros profissionais da área. O projeto parte de livros de literatura infanto-juvenil para orientar pais e educadores no aprimoramento da relação com as crianças e jovens portadores de necessidades especiais."Embora a legislação brasileira determine a inclusão dessas crianças nos ensinos básico e médio comuns, de modo geral, o processo não vem acompanhado da estrutura necessária de apoio ao professor", explica Lô Galasso.Para Sâmia Rios, gerente editorial da Scipione, a inclusão é um processo de aprendizado. "As pessoas estão aprendendo a viver com as diferenças. E isso só se aprende na ação e dentro de um contexto. O nosso projeto tem como objetivo contribuir para a eficácia do processo de inclusão. Por meio dele, queremos fomentar a discussão sobre o tema e possibilitar a troca de experiências que possam elevar a capacitação dos educadores que enfrentam os desafios do dia-a-dia", ressalta Sâmia.O projeto pode ser acessado no endereço: www.scipione.com.br/igualdade. Além de projetos pedagógicos interdisciplinares e depoimentos de professores, no site estão disponíveis os artigos "A inclusão do aluno com deficiência visual: saber requerido", assinado pela Prof.ª Dr.ª em Psicologia Élcie Masini, e "Para ser: a literatura promovendo a inclusão", escrito por Amélia Fernandes Cândido, especialista em literatura infantil.


R E C OM E N D A Ç Õ E S I N T E R N A C ION A I S

RESOLUÇÃO ONU 2.542/75

Declaração dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência

Consciente dos compromissos que os Estados Membros assumiram, em virtude da Carta das Nações Unidas, de obter meios, em conjunto ou separadamente, para cooperar com a Organização das Nações Unidas, a fim de promover níveis de vida mais elevados, trabalho permanente para todos, condições de progresso, desenvolvimento econômico e social, a Assembléia Geral proclama a DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DAS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIAS e solicita que se adotem medidas em planos nacionais e internacionais para que esta sirva de base e referência comuns, para o apoio e proteção destes direitos.
1) O termo pessoa portadora de deficiência identifica aquele indivíduo que, devido a seus “déficits” físicos ou mentais, não está em pleno gozo da capacidade de satisfazer, por si mesmo, de forma total ou parcialsua necessidade vital e social, como faria um ser humano normal.
2) Os direitos proclamados nessa declaração são aplicáveis a todas as pessoas com deficiência, sem discriminação de idade, sexo, grupo étnico, nacionalidade, credo político ou religioso, nível sociocultural, estado de saúde ou qualquer outra situação que possa impedi-las de exercê-las, por si mesmas ou através de seus familiares.
3) Às pessoas portadoras de deficiências assiste o direito, inerente a todo e qualquer ser humano, de ser respeitadas, sejam quais forem seus antecedentes, natureza e severidade de sua deficiência. Elas têm os mesmos direitos que os outros indivíduos da mesma idade, fato que implica desfrutar de vida decente, tão normal quanto possível.
4) As pessoas portadoras de deficiência têm os mesmos direitos civis e políticos que os demais cidadãos. O § 7° da Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes Mentais serve de pano de fundo à aplicação desta determinação.
5) As pessoas portadoras de deficiências têm o direito de usufruir dos meios destinados a desenvolver confiança em si mesma.
6) As pessoas portadoras de deficiências têm direito a tratamento médico e psicológico apropriados, os quais incluem serviços de prótese e órtese, reabilitação, treinamento profissional, colocação no trabalho e outros recursos que lhes permitam desenvolver ao máximo suas capacidades e habilidades e que Ihes assegurem um processo rápido e eficiente de integração social.
7) As pessoas portadoras de deficiências têm direito à segurança econômica e social, e, especialmente, a um padrão condigno de vida. Conforme suas possibilidades, também têm direito de realizar trabalho produtivo e a remuneração, bem como de participar de organizações de classe.
8) As pessoas portadoras de deficiências têm direito a que suas necessidades especiais sejam levadas em consideração, em todas as fases do planejamento econômico-social do país e de suas instituições.
9) As pessoas portadoras de deficiências têm direito de viver com suas próprias famílias ou pais adotivos, e de participar de todas as atividades sociais, culturais e recreativas da comunidade. Nenhum ser humano em tais condições deve estar sujeito a tratamento diferente do que for requerido pela sua própria deficiência e em benefício de sua reabilitação. Se for imprescindível sua internação em instituições especializadas, é indispensável que estas contem com ambiente e condições apropriadas, tão semelhantes quanto possível aos da vida normal das demais pessoas da mesma idade.
10) As pessoas portadoras de deficiências têm direito à proteção contra qualquer forma de exploração e de tratamento discriminatório, abusivo ou degradante.
11) As pessoas portadoras de deficiência têm direito de beneficiar-se da ajuda legal qualificada que for necessário, para proteção de seu bem estar e de seus interesses.
12) As organizações em prol das pessoas portadoras de deficiência devem ser consultadas em todos os assuntos referentes aos direitos que concernem a tais indivíduos.
13) As pessoas portadoras de deficiência, seus familiares e a comunidade devem estar plenamente informados, através de meios de comunicação adequados, dos direitos proclamados nesta declaração.

CONVENÇÃO 159/63 – Organização Internacional do Trabalho: recomenda aos países membros da OIT que considerem que o objetivo da readaptação profissional é permitir que pessoas portadoras de deficiência consigam e mantenham um emprego conveniente, progridam profissionalmente e, por conseguinte, tenham facilitada sua inserção ou sua reinserção na sociedade.
DECLARAÇÃO DE MADRI – 23 DE MARÇO DE 2002: trata da inclusão de pessoas portadoras de deficiência na sociedade, dando ênfase aos temas: direitos humanos dos deficientes; igualdade de oportunidades; barreiras sociais que conduzem à discriminação e à exclusão; como pessoas com deficiência constituem um grupo diverso e emprego como fator-chave para a inclusão.
DECLARAÇÃO DE SALAMANCA – 7 A 10 DE JUNHO DE 1994: trata de princípios, política e prática em educação especial.

www.senac.br/conheca/DClegislacao.pdf